ÚLTIMAS:

Princípios

_______________________________________________________ 
 PRINCÍPIOS E REGRAS DA VILA PAGÃ
_______________________________________________________


Sobre a Administração da Vila Pagã
- A Vila Pagã é uma comunidade rural administrada pelo sacerdote Raj Endi Porã (Rafael Nolêto), fundador do Círculo Piaga. As decisões comunitárias são tomadas pelo administrador, juntamente com o Conselho Administrativo, formado por Hera Regina; João Pedro Santos
- Os outros membros da comunidade também são ouvidos em reuniões para que os interesses e direitos da comunidade sejam respeitados. 

Sobre a organização de espaços da Vila
- O modelo de estruturação da Vila é semelhante ao de um condomínio. Existe uma via de acesso principal e outras vias secundárias, que são todas ruas particulares.
- O único acesso para entrar na Vila é pela via Mercúrio. 
- Para dar maior segurança aos moradores, existe um portão na única entrada para a Vila, o que controla o acesso e diminui o risco de assaltos, invasões, incêndios criminosos, ataques religiosos ou problemas do tipo. 
- A Vila funciona como uma pequena cidade, com harmonia e respeito entre todos os moradores, com segurança e qualidade de vida, através da integração dos moradores com a espiritualidade pagã e com a natureza, nutrindo um sentimento de irmandade e cooperação. 

Regras para demarcação dos espaços
- Caso os colonos desejem construir demarcações ao redor dos seus respectivos lotes, há limite de apenas 01 metro de altura. 
- Para cercar o lote os colonos poderão utilizar apenas madeira, pedras ou a cerca viva, que inclui tela e plantio de espécies trepadeiras, arbustivas ou espinhosas que concederão uma estética muito mais bela e atrativa para as propriedades. 
- Não há grande necessidade de murar o lote dentro da vila porque a própria Vila já é murada na frente e cercada nas laterais, dando mais conforto e proteção a todos os moradores. A cerva viva serve apenas para demarcar as áreas de cada lote.

Sobre Construções: 
- Todas as construções devem obedecer os padrões estéticos da comunidade, sendo iniciadas a três metros de distância da calçada, deixando um espaçamento mínimo de 1,5 m em cada lateral.

Sobre o Aluguel dos Imóveis:
- Os lotes de terras são arrendados apenas para pagãos que respondem ao questionário do Colono e aprovados pela Administração. 
- Apenas pagãos podem arrendar as terras para habitar a Colônia. 
- Com autorizações especiais da administração da Vila, não-pagãos também podem passar longas temporadas na comunidade.

Sobre as Taxas de Aluguel:
- As taxas de aluguel são pagas mensalmente pelos colonos, e podem variar de acordo com a localização, tipo ou tamanho da área alugada.
- A Vila é dividida em Blocos + Áreas Verdes. São vários Lotes em Área Arborizada e Planejada, com uma Via de Acesso principal + Vias internas.
- A taxa para Lotes Comerciais no tamanho 10x20 é a partir de R$ 300,00/ Mês. A taxa para Lotes Residenciais no tamanho 10x20 será a partir de R$ 200,00/ Mês. Obs.: Os valores podem sofrer reajustes anuais.

Sobre a Visitação de “não-colonos” na Vila:
- Todos podem visitar a Vila, independente de religião, o que não poderão é comprar lotes ou morar na Vila sob o título de “colonos”. Isso porque os lotes são arrendados apenas para pessoas que passam por uma seleção (entrevistas, etc.).
- Todos os moradores e estabelecimentos são orientados para receber bem os visitantes, com respeito e cordialidade, independente de religião, diferenças étnicas, culturais ou sexuais. 
- O turismo na Vila é incentivado e todos os visitantes devem ser bem recebidos.



Sobre as vantagens para arrendar áreas na Vila:
- Alugando uma área na Vila você estará automaticamente se integrando a comunidade de nossa Colônia Pagã. 
- Após o arrendamento da sua residência na Vila Pagã, você passará a fazer parte diretamente da comunidade, tendo a oportunidade de vivenciar o paganismo de forma comunitária, através de festivais, eventos e outras atividades promovidas pela coordenação da Vila. 
- Uma boa opção, recomendável para colonos, é construir um espaço empresarial, um comércio ou desenvolver alguma atividade no local, com o objetivo de gerar renda e sustentabilidade econômica para si e, consequentemente, para a Vila.

Sobre incentivos para colonizar e investir na Vila:
As facilidades para que pagãos de outros locais morem e invistam na vila são muitas, a seguir conheça algumas delas.
01. Custo de Vida no Piauí: Baixo.
02. Facilidades e grandes possibilidades de Empreender negócios na Vila.
03. No interior de José de Freitas nenhum morador paga conta de água.
04. José de Freitas e Teresina possuem agências dos correios, o que facilita negócios que envolvam vendas pela internet.
05. A Vila está localizada próxima a uma curta distância da capital Teresina, cerca de 30 km.
06. Teresina é um dos principais pólos de saúde e educação do norte e nordeste brasileiro, e fica pertinho da Vila Pagã.
07. Na Vila Pagã o pagão encontra um espaço de integração entre seus correligionários, além de segurança para constituir família.
08. A Vila possui áreas para lazer e fruticultura liberada para os moradores.
09. As taxas de energia elétrica do município são mínimas, com valores que variam entre 18 a 30 reais.
10. Um parada de ônibus intermunicipal foi construída em frente à entrada da Vila. Atualmente há uma linha de ônibus (Cajaíba - Teresina) que faz linha e para no local.
11. Os índices de violência do Piauí estão entre os menores do País.
12. O Piauí teve o maior crescimento do PIB do Nordeste em 2008 e está atraindo investidores nacionais e internacionais.
13. A saúde e a educação do Piauí se destacam como polos de desenvolvimento e de atração para novos investimentos, com grande potencial de expansão.
14. O Piauí é destaque no ensino médio, possuindo seis escolas entre as 50 melhores do país, segundo o último ranking do ENEM/MEC.
15. As taxas de aluguel dos primeiros lotes da Vila estarão abaixo dos valores do mercado nacional e estadual, variando de 200 a 300 reais.

Sobre restrições quanto à utilização dos imóveis:
- Para que a Vila não fuja da proposta inicial, o morador deve assinar um termo onde concordará em não empreender atividades como igrejas, prostíbulo, bares (dependendo do tipo), açougues ou atividades que fujam ao conceito interligado de bem estar, saúde e vivência pagã. 
- Outras regras relativas às propriedades dizem respeito a estética, ao saneamento e a preservação, pois como nessa localidade da cidade de José de Freitas ainda não há coleta de lixo, cada morador será responsável por cuidar do próprio lixo, através da reciclagem ou encaminhamento para aterros. 
- O sistema de encanação das casas deve prezar pelo reaproveitamento da água para a irrigação de jardins da própria casa, pois não deverá ser gerado esgoto. 
- As fossas devem seguir o modelo mais ecológico possível, evitando geração de esgotos ou mau cheiro, além de ser mais barato que o modelo tradicional. 
- Para a valorização da qualidade de vida, a natureza deverá ser um componente essencial dentro da área arrendada pelo colono, que deve incluir uma área verde (grama/árvores/trepadeiras) de no mínimo 15% ou 20% do terreno. Essa área verde não poderá ser reduzida. 
- Para poder ter direito de arrendar qualquer área da Vila, o candidato a colono deverá concordar com todos esses termos acima citados.

Sobre os negócios e empreendimentos da Vila:
Antes de iniciar alguma atividade econômica, o colono empreendedor deverá imaginar que tipo de negócio lhe trará rentabilidade e lhe permitirá a sobrevivência econômica dentro da comunidade. Deverá conhecer as necessidades de consumo de um público-alvo que esteja ao alcance do negócio (pessoas de José de Freitas, turistas, viajantes que passarem pela estrada, os colonos da Vila, etc.).

Com base na definição do público é mais fácil desenvolver uma proposta de empreendimento. O que permitirá o desenvolvimento inicial da vila envolve especialmente os setores de 
- Metalúrgica e Marcenaria; 
- Agronomia; Informática (Lan Houses e comércio virtual); 
- Mecânica; Eletricidade e setores técnicos em geral; 
- Loja de Bicicletas; 
- Construção Civil; 
- Artesanato; Ornamentos (decoração, plantas); 
- Produtos Alimentícios (bebidas, doces, frutas, grãos); 
- Setor de produção Têxtil; Uso Pessoal e Vestuário; 
- Bem Estar (beleza, esotéricas, saúde); 
- Serviços de Apoio (reforma e restauração, produção editorial);
- Fabricação de Velas; Sabonetes; Cerâmica e Escultura; Móveis; Bijuterias e Bio jóias
- Tapeçaria e Tecelagem; 
- Vestuário; Calçado; Bolsas e Carteiras; 
- Cosméticos naturais e Produtos fitoterápicos; 
- Licores; Bolachas; Pães; Doces; Compotas; Geleias; Polpa de Frutas; Óleos e Azeites;
- Comércio Varejista e produção de Souvenir.

- Empreendimentos do tipo “prostíbulo”, “igreja”, “bodega” não fazem parte da proposta da Vila e, no mínimo, gerariam conflitos com os que defendem a ideia inicial da formação da Colônia.
- De forma alguma será permitida a instalação, na área da vila, de: empreendimentos pentecostais e neo pentecostais, prostíbulo, casa de shows, comércio de drogas (incluindo cigarros, cachaça, drogas sintéticas e outras), açougue, matadouro, empresas que denigram o meio ambiente com poluentes químicos sem tratamento, etc.
- Para instalação de empresas na Vila, os empreendedores devem apresentar a proposta para o administrador geral, Rafael Nolêto, que poderá submeter o pedido para ser analisado pelo conselho administrativo, para que os mesmos avaliem a viabilidade do empreendimento para a área da Vila, e para evitar que haja choque com a comunidade. Após a proposta ser aprovada o empreendedor deve fazer o procedimento rotineiro de geração de CNPJ e Alvará, junto ao Sebrae e a Prefeitura Municipal de José de Freitas.

Sobre o comércio e/ou consumo de drogas na Vila:
- O consumo ou comércio de drogas ilícitas dentro da área da Vila é terminantemente proibido.
- Qualquer colono flagrado comercializando ou consumindo esse tipo de droga terá contrato de arrendamento encerrado, tendo como consequência seu desligamento da comunidade. O nome do colono será registrado e o mesmo se tornará persona non grata
- No caso de drogas lícitas, como cigarro e bebidas alcoólicas (exceto as bebidas alcoólicas sublinhadas abaixo), não será permitido o consumo nos ambientes de uso comum, sendo restrito o uso domiciliar.
- A venda de qualquer bebida alcoólica para menores de idade é terminantemente proibida.
- Fora da Vila os colonos poderão consumir a bebida alcoólica que desejarem, mas dentro da Vila só será permitido o comércio de licores, vinhos e bebidas alcoólicas artesanais.
- A instalação de empreendimentos como Bares que por ventura sejam aprovados pelos fundadores não poderão comercializar bebidas alcoólicas que estejam fora das que foram sublinhadas acima, exceto se o comércio for autorizado pela administração, que poderá avaliar pedidos e casos especiais, de acordo com argumentação apresentada pelo empreendimento.
- Nenhum morador será impedido de consumir bebidas alcoólicas nas áreas domésticas da Vila, desde que não provoque desordem ou incomode outros moradores.


Sobre a criação de Animais Domésticos
Por conta das hortas comunitárias e fontes de água natural, a presença de alguns animais domésticos poderá comprometer a saúde comunitária, pois fezes de gato podem cair na caixa d'água, fezes de cães podem contaminar as hortas. Além disso, existem problemas comuns nas grandes cidades, como a superpopulação de animais e outros. Para evitar esses problemas na Vila, o morador que desejar criar seus animais de estimação deverá obedecer algumas regras para que a saúde da comunidade não seja comprometida, a exemplo.

-  Cães e gatos devem ser castrados ou vacinados para evitar a superpopulação.
-  Animais domésticos devem receber todos os cuidados relativos à vacinação, higienização e saúde em geral.
-  Galinhas, patos, coelhos, porcos e qualquer tipo de animal de criação só poderão ser criados em áreas cercadas dentro do próprio terreno, para evitar que fujam ou transitem pelos terrenos vizinhos, destruindo hortas e plantações.
-  Os moradores devem recolher as fezes dos animais quando forem passear com eles.
-  Em caso de reclamações de mau cheiro consequente de criações domésticas, o morador será notificado e estará sujeito a multa caso não solucione o problema em um prazo de uma semana.
-  Em caso de qualquer criação de animal silvestre em cativeiro, o morador deve apresentar licença concedida pelos órgãos competentes.
-  Não haverá limite para quantidade de animais criados, desde que sejam respeitadas as regras da comunidade.
-  Sem respeitar as regras, nem mesmo um animal poderá ser criado. Mas sendo respeitadas as regras, o morador poderá criar sem problemas quantos animais desejar.
-  A aquisição de novos animais de criação deve ser comunicada a administração da Vila.

 Sobre o “padrão espiritual” da Vila: 
- A Vila Pagã possui como eixo o sistema religioso denominado Paganismo Piaga
- A Vila tem um calendário litúrgico oficial, baseado nas festividades e celebrações pagãs agrícolas. 
- O calendário oficial não impede a realização de celebrações ou rituais de outras vertentes pagãs no âmbito privado/doméstico da Colônia, servindo para integrar todos os colonos nas ocasiões de reuniões e celebrações religiosas. 
- Diversas linhas pagãs podem conviver em harmonia na Vila, mas o Paganismo Piaga é adotado como o culto oficial, por conta do calendário litúrgico. 
- Além do espaço do Templo Piaga, moradores também poderão utilizar as áreas de bosques para suas práticas religiosas e de lazer.

Sobre a escolha do Culto Piaga
Os termos "Espiritualidade" ou "Religiosidade" são mais adequados do que "Religião" para definir o Paganismo Piaga
O termo "Cultus" originou palavras como “cultura” e “cultivação” que significa “cuidar”, “nutrir”. Ou seja, o culto piaga é o cuidado e o carinho para com os Deuses, que ocasiona uma justa, equilibrada e saudável relação com Eles. No caso do termo “piaga”, é uma especificação que revela a ligação do culto com o próprio Piauí, com as divindades nativas da terra em harmonia com as divindades “estrangeiras”. O termo “Piaga” é interpretado como “propagador de religião”, “sacerdote curador”, “Pajé ou Xamã”. Nessa espiritualidade existem posturas culturais específicas difundidas entre os adeptos, mas não há um “livro sagrado” ou uma forma única de vivenciar a espiritualidade piaga. O Paganismo Piaga não é uma religião ortodoxa, mas é definida como ortopraxia, ou seja, é uma religião sem dogmas específicos, mas com uma rica tradição de práticas. Embora não haja nenhuma exigência em ter ou expressar uma crença em particular, seria errado concluir que os seguidores do paganismo piaga não têm crença alguma, ou que eles imprudentemente executam rituais vazios por medo ou cínico conservadorismo. O paganismo piaga carece de texto “divinamente inspirado”, mas os adeptos (chamados de “pagãos piagas”, “piagas”, ou simplesmente “pagãos”) partilham de uma mesma visão, cultura e corpo de conhecimentos sobre o mundo e nossos Deuses. Embora haja um sistema essencialmente ortoprático, o Paganismo Piaga é flexível o suficiente para mudar ao longo do tempo e se adaptar à evolução das necessidades do povo, fator que demonstra que o Paganismo Piaga é uma força vital que nutre seus adeptos e é nutrida por eles. É um sistema religioso e espiritual que abraça diversas práticas e tradições. A maioria dos Cultores está de acordo com os seguintes pontos:
- Os Deuses existem e são essencialmente benevolentes.
- Honrar os ancestrais é um dos pilares da fé piaga.
- Uma relação natural une os homens aos Deuses.
- A diversidade deve ser preservada e respeitada.

O Paganismo Piaga foi escolhido como culto oficial por conta do seu dinamismo, diversidade, praticidade e aplicabilidade na época contemporânea, especialmente levando em consideração o contexto local. É um culto receptivo para englobar divindades de outras culturas, respeitando e convivendo pacificamente com outras crenças pagãs. Também possui um calendário bem organizado de celebrações, além de práticas e rituais que podem ser facilmente apreendidos.
Os ritos e celebrações do Paganismo Piaga são apenas mais uma forma de integrar a comunidade e organizar o calendário litúrgico oficial. 
Todos os colonos, independente da vertente pagã que seguirem, são convidados e podem participar dos ritos e celebrações oficiais da Vila. Cada colono tem total liberdade para praticar sua espiritualidade como se sentir melhor e para promover seu próprio culto doméstico. O que caracterizará o Paganismo Piaga como culto oficial será apenas o fato de que os ritos públicos da comunidade seguirão os moldes dos ritos piagas. Cultos "não-oficiais" poderão ser praticados e incentivados sem o menor problema, desde que não violem as regras da comunidade. 
PARA SABER MAIS SOBRE PAGANISMO PIAGA, CLIQUE AQUI

Sobre sacrifícios de Sangue:
- Sacrifícios de animais ou ofertas de sangue são terminantemente proibidos dentro da comunidade
- Oferendas com compostos animais (penas, ovos, mel, leite) podem ser utilizadas eventualmente, dependendo da ocasião.  

Sobre uso da Magia:
- É proibido o uso de magia para prejudicar ou manipular outros colonos.

Sobre manejo do Lixo:
- Cada morador é responsável por cuidar do seu próprio lixo, buscando alternativas de reciclagem ou encaminhando para aterros ou pontos de coleta. 
- O morador que for pego promovendo a sujeira ou acúmulo de lixo estará sujeito às penalidades do município. 
- Moradores ou visitantes que forem pegos jogando lixo em local indevido, terão o nome registrado e estarão sujeitos à multa ou cancelamento da autorização para transitar pela propriedade.

Sobre veículos automotivos:
- Não é permitida a colocação de carros ou veículos estacionados nas vias internas da Vila Pagã. Existe um espaço específico para estacionamento de carros. 
- Os moradores que possuírem carros só poderão utilizar seus veículos pelas vias internas da comunidade em casos de transporte de cargas, idosos, doentes ou em situações emergenciais. Para circulação nas vias internas da Vila não serão permitidos carros, com exceção em casos específicos que sejam autorizados pela administração. 
- Os veículos que poderão ser utilizados dentro da Vila são bicicletas e outros não automotores.
- Os moradores com veículos automotores só poderão estacioná-los em uma área reservada da Vila, destinada para estacionamento

Sobre regras específicas de convívio:
- Os colonos devem ter bom senso quanto ao uso de cigarro, limitando o uso ao domicílio privado.
- Os colonos devem ter bom senso quanto ao volume do som, para evitar incomodar os demais moradores.
Os colonos devem ter bom senso quanto ao consumo de carne. Nos eventos comunitários da Vila é proibido o compartilhamento de alimentos com carne nos banquetes. O consumo de carne, quando ocorrer, deve ser feito apenas no âmbito privado.
- É proibido caçar dentro da área da Vila.
- É proibido cortar árvores sem autorização da administração.
- A Vila Pagã é uma área religiosa, por isso, tanto os visitantes como os moradores devem evitar fazer muito barulho ou promover brigas dentro da comunidade.



CONVIVÊNCIA

MODELOS DE POSICIONAMENTOS SOCIAIS ADOTADOS PELA VILA PAGÃ



            A imagem acima nos ajuda a refletir sobre nossa comunidade. De todos os conceitos mostrados nessa imagem, é entendido que a "Vila Pagã", enquanto grupo social, se adéqua melhor com o conceito de comunidade de integração. Numa comunidade integrada, a existência de grupos diversos é aceita, permitida, mas cada grupo é consciente de suas diferenças.
            O discurso de que "todos nós somos iguais" é tipicamente cristão, porque para a maior parte das sociedades pagãs as diferenças são vistas como algo inerente ao homem, algo que contribui para a seleção natural e para a própria evolução do homem enquanto espécie. Por isso, reconhecer as nossas diferenças é importante para a preservação de nossa própria identidade.
            Dentro das tradições pagãs e/ou politeístas, temos mais motivos que nos unem do que motivos que nos separam, pelo fato de que não excluímos a possibilidade da existência de várias faces divinas.
            Mas quando colocamos paganismo/politeísmo lado a lado com monoteísmo, vemos que os monoteístas eliminam naturalmente essa possibilidade, promovendo algo muito pior que a segregação, já que defendem a "padronização cristã" de comportamento e fé, desejando que toda forma de politeísmo seja convertida para a aceitação de um único Deus.
            Sendo assim, de acordo com a ideologia monoteísta, não é coerente a convivência pacífica entre os que pensam diferente deles. Na época da dominação de Roma na Judeia, os romanos ficaram horrorizados porque os judeus eliminaram qualquer possibilidade de diálogo com os Deuses romanos, tidos por eles como "Falsos". Como os romanos estavam habituados a incorporar tradições culturais e religiosas dos povos politeístas dominados, se depararam diante de uma situação ainda desconhecida pra eles, já que os monoteístas eram fechados ao diálogo, ainda hoje é assim, salvo raras exceções.
            A Vila Pagã, enquanto comunidade religiosa, defende o conceito de comunidade INCLUSIVA em relação às diversas manifestações pagãs.
            Em relação à comunidade geográfica e sociedade civil, o que vigora é o conceito de sociedade INTEGRADA, onde interagimos com os "diferentes", mas sabendo quem somos, sem perdermos nossa essência e valores. Ou seja, conviver com pessoas diferentes de nós não nos torna uma delas, desde que saibamos reconhecer e respeitar nossa essência pessoal e cultural.
            Em relação ao monoteísmo, a realidade que vivenciamos é de EXCLUSÃO, onde eles ficam no canto deles (fora da vila) e a gente fica no nosso canto (dentro da Vila), levando em consideração o fato de que não se pode dialogar com quem não está aberto ao diálogo. Monoteístas apenas estão abertos a dialogar quando enxergam a possibilidade de "padronizar" pessoas através da conversão.
            Em relação às pessoas diferentes, não pagãs, resistentes ao diálogo, a realidade é de SEGREGAÇÃO, pois sua presença nem sequer é admitida em nossa comunidade. Essa é a vantagem de ser uma propriedade privada, com ruas privadas e administração privada. Essa medida é adotada para a própria segurança da comunidade.
            Em relação às pessoas diferentes, mas abertas ao diálogo (exemplo: turistas e visitantes não pagãos) a realidade é de INTEGRAÇÃO, onde essas pessoas são cientes de que não fazem parte da comunidade, mas sua presença é aceita e o convívio é pacífico.

INCOMPATIBILIDADES IDEOLÓGICAS 
[Posicionamentos da Colônia e breves explicações acerca dos mesmos] 


1. MONOTEÍSMO: Somos politeístas, o monoteísmo exclui a possibilidade da existência de outros Deuses e condena qualquer culto que fuja ao culto do Deus Único, como o que é cultuado no Judaísmo, Cristianismo ou Islamismo. Na Vila a administração mantem uma postura de defesa, sem priorizar ataques a grupos intolerantes, mas acreditando na importância de fortalecer as formas de defesa e combate, caso seja necessário. 

2. DROGAS: Buscamos integração com a natureza de forma saudável e sustentável. Uso desregrado de substâncias que provocam dependências químicas são práticas que vão totalmente em desacordo com os princípios da Vila. É um engano a si mesmo e, em um contexto mais geral, um prejuízo para a comunidade, já que em toda a comunidade é necessário a manutenção de indivíduos saudáveis e dispostos ao trabalho ou vivências comunitárias.

ESTRUTURA ORGANIZACIONAL

A seguir, veja uma imagem ilustrativa representando a distribuição organizacional da Vila Pagã, coordenada pelo conselho administrativo de fundadores. 


ENTENDA AS DENOMINAÇÕES

* Administração geral: Responsável por planejar, executar e instituir decisões do Conselho.

* Conselheiros: Exercem função administrativa e/ou sacerdotal na Vila. São secretários e coordenadores administrativos

* Coordenadores de Cultos: Exercem funções sacerdotais e são responsáveis por cultos públicos específicos dentro da Vila 

* Colonos titulares: Também inclui os conselheiros, mas se estende a pessoas que forem aprovadas pela seleção para manter um lar na Vila (responsáveis por um lote). Respondem por tudo o que ocorre dentro do espaço que lhe é concedido. Assumem compromisso com o corpo de conselheiros e são responsáveis por zelar pelas famílias constituídas pelos mesmos dentro da comunidade. 

* Colonos secundários: Não são os responsáveis diretamente pelo espaço, mas dividem o lar com os colonos titulares (ex.: esposas, filhos, maridos, amigos e parentes dos colonos). Também devem assumir compromisso com o Conselho e, mas diretamente, com os Colonos Titulares, já que estes últimos podem responder por atos dos colonos secundários. Existe a possibilidade de colonos secundários não serem pagãos, porém, deve ser algo votado e aprovado por todos os membros da comunidade. Mesmo quando um colono secundário não pagão é aprovado, este deve estar de acordo com todas as regras comunitárias. 

* Apoiadores: Não são colonos, mas podem ser contribuintes ou visitantes ocasionais. Podem ganhar o título de "Amigos da Vila" e atuar diretamente em algumas ações e atividades da Colônia.
Comentários
1 Comentários

Um comentário :

Copyright © 2015 Vila Pagã | Rafael Nôleto Contato | Design Por: OddThemes